segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Frustrada tentativa de criar imensa reserva marinha na Antártica



As negociações para criar as duas maiores reservas marinhas do mundo na Antártida desandaram, com os conservacionistas chamando a Rússia de "delinquente serial" por bloquear um acordo internacional.

Delegados de 24 países e da União Europeia se concentraram nas negociações em Hobart, na Tasmânia, nos últimos 10 dias, no encontro anual da Comissão para a Conservação dos Recursos Vivos Marinhos Antárticos (CCAMLR, na sigla em inglês) .
Mas as negociações acabaram em frustração para as nações participantes, incluindo a Austrália e os EUA, que propuseram vastas zonas protegidas em torno da Antártica, enquanto a Rússia, Ucrânia e China se recusaram a apoiar esses planos.

Os EUA e a Nova Zelândia propuseram uma área protegida de 1,3 milhão de quilômetros quadrados no Mar de Ross. Um plano separado apresentado pela Austrália, França e a União Europeia teria mantido 1,6 milhão de quilômetros quadrados da Antártida Oriental fora dos limites para a pesca. Para ratificar esses planos, era necessário o consenso entre as nações.

É a terceira vez que as negociações fracassam, durante o último ano, pois as propostas de áreas protegidas não obtiveram um acordo entre as nações que compõem a Comissão. Antes, Rússia e Ucrânia já haviam questionado a legalidade dessas áreas protegidas.

Frustração
"A Rússia e a Ucrânia bloquearam até o fim. Eles queriam abrir mais áreas para a pesca e definir um limite de tempo de proteção de 10 anos. Dado que a mesma quantidade de tempo foi necessária para elaborar o projeto das áreas protegidas, nós iríamos gastar mais tempo planejando as reservas do que protegendo, o que é ridículo", disse.

"Eu acho que os países pró-conservação precisam assumir uma posição e dizer a Rússia que isto é inaceitável. Não há qualquer razão para que nações pesqueiras, como a Austrália, criem zonas protegidas apenas para outras nações pesqueiras bloqueá-las".
As águas da Antártida são o lar de mais de 10 mil espécies diferentes, incluindo a maioria dos pinguins do mundo e de uma rara marlonga (toothfish).

A região é considerada pelos cientistas como vital para a saúde da vida marinha do mundo. Estima-se que três quartos de toda a vida aquática seja sustentada pelas águas ricas em nutrientes do Oceano Antártico, que são transportadas por uma enorme corrente para o hemisfério norte.
A Comissão voltará a se reunir em Hobart em outubro de 2014, embora os ambientalistas não tenham esperança de um resultado melhor.

"O que temos assistido nos últimos anos é a erosão constante do espírito e do mandato da Comissão para a Conservação dos Recursos Vivos Marinhos Antárticos (CCAMLR) para proteger o último ecossistema intacto do oceano que remanesce na Terra", disse Farah Obaidullah, do Greenpeace.

Projeto Tamar devolve ao mar 2 meros capturados acidentalmente

O Projeto Tamar devolveu a natureza 2 meros capturados acidentalmente: um dos peixes foi capturado por um pescador e o outro pelo próprio Projeto Tamar. Também conhecido como o Senhor das Pedras, o mero (Epinephelus itajara) está criticamente ameaçado de extinção e é protegido por lei que proíbe sua captura. A moratória de pesca já dura 11 anos e foi prorrogada até 2015.
Os meros capturados ficaram abrigados em tanques do Tamar na base do Projeto Praia do Forte e foram estudados pelos pesquisadores do Projeto Meros do Brasil, que analisaram os espécimes, orientaram os cuidados, e realizaram a coleta de tecido e medidas para os estudos de biometria de um dos meros.  Atualmente, o maior está com 73cm e 7 kg e o menor com 46,5cm e 1,8 kg, ambos saudáveis. As medidas foram tiradas e um tag inserido em cada animal pelo pesquisador especialista em peixes recifais Dr.Claudio Sampaio da UFAL e pelos veterinários Gustavo Rodamilans e Thaís Torres, do Projeto Tamar.
O primeiro mero foi capturado pelo pescador conhecido como “Minha Cor”. O animal foi pescado com anzol na Praia do Forte, onde funciona uma das bases do projeto Tamar.
Já o segundo foi resgatado pela equipe do Projeto Tamar após ser visto preso em uma Munzuá (equipamento usado na pesca, onde o peixe entra por uma abertura e não encontra a saída), no Porto da Barra, em Salvador.
O mero é grandalhão, mas inofensivo: pode chegar a 2 metros de comprimento e pesar 400 kg. Virou alvo fácil de um comércio predatório que o colocou na lista vermelha dos animais em extinção. Pudera, o senhor das pedras só entra na idade reprodutiva entre 7 e 10 anos de idade, o que dificulta a reposição da espécie.

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Veja a primeira publicação do site para mais informações: http://conteumaideia.blogspot.com.br/2013/10/ola.html

Tchauzinho!!